Quarta, 12 de Agosto de 2020
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Cidades A NOIVA CHEGOU?

Inédito: Edomir Martins conta causos de atrasos de noivas

O nome do livro (inédito) é FINALMENTE A NOIVA CHEGOU. Cronicas cheias de humor, Vale ler.

24/03/2020 11h06 Atualizada há 5 meses
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
Edomir Martins de Oliveira, vice-presidente nacional da APB.
Edomir Martins de Oliveira, vice-presidente nacional da APB.

TROVA PARA NOIVAS ATRASADAS

AO CASAMENTO

      

Noiva que chega atrasada

Ao próprio casamento

É estrela retardada

Sem brilho no firmamento.

 

 

FINALMENTE A NOIVA CHEGOU  (Capítulo 01)

Edomir Martins de Oliveira

Vice-Presidente da APB

 

(Valho-me deste espaço que o nosso Presidente da Academia Poética Brasileira, jornalista Mhario Lincoln, com a gentileza que o caracteriza, cedeu-me, para levar a público,  em capítulos, e em primeira mão, antes mesmo de ser publicado, o livro com o título acima, que nasceu graças a um desafio do Dileto Presidente que considerava um autêntico livro a ser oferecido aos noivos como um alerta para evitar atraso no casamento) 

 

Ao longo da minha vida, tenho participado de várias cerimonias de casamento, onde vi coisas inusitadas. Noivas chegando constantemente atrasadas, padres irrequietos a andar de um lado para outro ante o atraso da noiva. Mãe de noivo chegando com atraso para conduzir o noivo, noivas que se atrasaram por pane no motor do carro que a conduziam, atraso por conta de um pneu furado do veículo que as conduziam.

       O atraso mais comum é aquele a que as noivas passam a culpa para o cabelereiro, zelosos profissionais que arrumam o cabelo da noiva para que ela se sinta mais bela.  Outras culpam o maquiador que poderiam ter agilizado mais o seu trabalho.

Há noivas que atrasam, até por insuficiência de energia elétrica no prédio onde deveria ser realizada a cerimônia, e por incrível que pareça há até atraso do próprio cerimonial, que foi contratado para o desenvolver o trabalho da cerimônia.

A todos a que assisti registrei até um casamento que deixou de ser celebrado por entender o Padre celebrante que deixou de realizar o ato ante o exagerado atraso da noiva que lhe pareceu injustificável.

Assisti a cerimonias que por conhecer de perto os noivos acreditei que eles não atrasariam, chegariam na hora aprazada, o que não aconteceu. A noiva pensando em fazer um charminho atrasou e muito.

Vi também marido, entre os convidados, contrariado ante o atraso da noiva que sem perdoar esse atraso injustificado, deixou a chave do carro em cima da mesa onde se encontrava com a família e dizendo que ia satisfazer uma necessidade fisiológica foi embora, o que a esposa só percebeu depois de considerável demora do marido para retornar ao salão, sendo notado por pessoas amigas que indagavam se ele havia saído por doença.

Atrasos, entendo eu, que são injustificáveis, ressalvados fatos inesperados, pois não só tiram o brilho da cerimonia, como desprestigiam os convidados.

       Fico ao lado daqueles que informam ser um atraso, uma falta de respeito para com os convidados. Cerimoniais de fama internacional estão a enfatizar que atraso para casamento em Igreja é justificável até no máximo 30 minutos, enquanto que outros, por morarem em local mais afastado daquele onde vai ser celebrada a cerimônia, justificar-se-ia um atraso de até 40 minutos.

Ao narrar, neste trabalho, vários atrasos de noivas, tenho por escopo alertar as noivas principalmente, vez que os atrasos são 99 por cento motivados por elas, para que prestigiem seus noivos, seus convidados, o sacerdote que presidirá o ato e o Juiz que em nome da Lei declara os noivos casados, chegando pontualmente a hora combinada.

O título do livro foi inspirado em um casamento a que assisti, em que o sacerdote depois de 2,30 horas de atraso da noiva, quando ela adentrou, fez o sinal da cruz, dizendo em viva voz:

-Finalmente a noiva chegou. Ebenezer! Aleluia!

Com os convidados apreensivos pela demora da noiva iniciou de imediato a cerimônia, pois tinha outros compromissos clericais

O clericalismo é a conduta política que o clero de determinada religião manifesta para satisfazer os interesses institucionais.

        E ante o extravasamento do sacerdote, os convidados permitiram-se um sorriso, chegando mesmo alguns a rir discretamente, sempre que lembravam das palavras do reverendo sobre a chegada da noiva.

      

Afinal chegou a hora do pronunciado SIM seguindo-se os posteriores atos de praxe, indo os noivos de mesa em mesa cumprimentar a todos, e fazer as fotografias históricas que serviriam de recordação aos noivos em dias futuros.

O Autor.

 

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