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Élle Marques: uma entrevista histórica com Jomar Moraes

Presidente da AML por 22 anos, em 11 mandatos consecutivos.

16/08/2020 08h29 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Élle Marques
Jornalista Élle Marques
Jornalista Élle Marques

Convidada Especial: Élle Marques, escritora, poeta e jornalista.

 

 

Élle Marques e Jomar Moraes.
Jomar Moraes - Simbolo da Persistência 
 
Por Élle Marques 
Jornalista
 
 
Em 2010 eu estava chefiando a Assessoria de Comunicação da Universidade Federal do Maranhão e tínhamos identificado lacunas institucionais profundas quanto ao arquivo mediático da memória da Instituição, no tocante à personalidades que se destacaram significativamente na academia e na sociedade. O nome de Jomar Moraes foi de imediato o primeiro que me veio a mente para a estreia do programa 'Retratos'. Mais que o nome, veio-me à memória a imagem de Jomar em diferentes setores da UFMA e em diversos momentos da história da Universidade.  Era respeitado como âncora juridica e literaria. Além disso, era sempre cortez,  falava fluentemente e estava celebrando seus 70 anos. 
Trabalhando na UFMA , desde 1981, Jomar havia se afastado em 2006, por problemas de saúde, os quais viriam a se agravar levando-o a falecer em 14 de agosto de 2016.
A marca da persistencia naquele "acreolado", como se denominava o escritor, advogado e historiador, que chegou à capital São Luís ainda jovem para assumir a função de policial militar, no início da decada de 60, mostrou-se associada à ousadia: Jomar inscrevera-se para participar de inúmeros concursos literários promovidos pela Academia Maranhense de Letras, vencendo-os, sem ter, sequer, o diploma formal do jardim de infância. 
  Na reunião de pauta com a equipe de produção Ascom, que faria em sua casa, antes da entrevista, as imagens e registro dos seus arquivos, comentamos sobre suas diversas atuações, entre essas, politica, acadêmica e literária, e como ele havia construído uma carreira brilhante na vida: em 1976 bacharelou-se em Direito, especializou-se em Comunicação, e tornou-se Mestre em Historia, em 2002. Na época já era funcionário da Casa. Dirigiu o Departamento de Assuntos Culturais e, por nove anos, foi Procurador chefe da Instituição. Jomar Moraes também foi convidado para ocupar cargos de administração pública, chegando à Secretaria de Cultura do Estado, contribuindo decisivamente para a produção e conservação da cultura do Maranhão. 
Nascido em 6 de maio de 1940, na cidade de Guimarães, publicou sua primeira obra, 'Seara em Flor' (1963). Coincidentemente,  no ano em que eu nasci. 
Presidiu a Academia Maranhense de Letras por 22 anos, em 11 mandatos consecutivos, ocupando a cadeira de número 10. 
Sim, certamente foi uma escolha acertada iniciar "Retratos" com esse imortal da terra de Gonçalves Dias, sobre o qual também escreveu: 'Gonçalves Dias: vida e obra' (1998).
Jomar Moraes tornara-se um escritor de excelência, premiado com 11 títulos literários.
O pesquisador, ensaísta, cronista e crítico literário, nos recebeu em sua elegante simplicidade, muito satisfeito em conceder a entrevista  documental para a UFMA no salão principal da Academia Maranhense de Letras-cenário que escolheu.
Estava em Casa! 
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NE: Abaixo, o link dessa entrevista histórica:
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