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Coluna Literária de Mhario Lincoln fala de livros, movimentos literários e destaques poéticos da semana

As melhores poesias da semana

03/08/2020 20h52 Atualizada há 2 meses
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Por: Mhario Lincoln Fonte: ML
Mhario Lincoln e Osmarosman Aedo: flores pelo incessante trabalho de Silvana Mello.
Mhario Lincoln e Osmarosman Aedo: flores pelo incessante trabalho de Silvana Mello.

Coluna Literária de Mhario Lincoln

 

(*) Do livro Poesia no Paço: “Quando distraidamente/ Viu-se frente a frente com o presente/ Olhou nos olhos do passado/ e o futuro agarrou-se ao seu destino/ que tocava suavemente seus ombros (...)”. Dez, Silvana Mello.

 

(*) INCONTENTABILIDADE, “(...) sem que precisasse morrer duas vezes/ nem torturasse a vida/ com lamúrias iguais/ quais, / nunca nos levam a lugar algum/ muito menos conforta-nos dores (...)”.  Esse poema está no livro de Osmarosman Aedo, ‘Incontentabilidade’, escrito faz algum tempo, mas tornado físico, no ano passado. O que me chamou a atenção é o fato lírico-técnico do referencial, ‘ lamúrias’. À princípio pode até se perceber que se trata de uma retórica poética de Aedo. Não! Ele foi mais longe. Isso a mim foi-me constatado ao ler o recém-lançado - É PROIBIDO RECLAMAR, do psicólogo e terapeuta familiar SALVO NOÉ, (vide foto 01, ao lado do livro de Aedo), cujo prefácio é do Papa Francisco.  Logo às primeiras folhas, lembrei imediatamente do poema de Aedo, acima reproduzido, quando NOÉ, italiano, escreve, não de forma poética, mas de forma técnica: “A reclamação constante é um hábito que nos limita, especialmente porque a RECLAMAÇÃO nos impede de IR A BUSCA de uma melhor solução, fazendo-nos sentir VÍTIMA pelo que estamos vivendo. E isso provoca em NÓS MESMOS e NOS OUTROS a sensação de DESVALORIZAÇÃO pessoal, que bloqueia qualquer POGRESSO no rumo de uma SOLUÇÃO”. (Grifos nossos). Meu caro Osmarosman Aedo. Você acertou na mosca com seu poema, que acaba de receber o aval técnico desse terapeuta, onde mostra que sem essa RECLAMAÇÃO habitual e limitante, ‘se pode dar os primeiros passos para melhorar nossas vidas e as dos outros...’.

 

A Literatura Universal agradece.

(*) Há alguns anos, um grupo de bem-sucedidas mulheres do Maranhão, vem se reunindo para apreciar e debater obras da literatura nacional e internacional. Um exercício dos mais encantadores, porque interage diretamente com a dinâmica universal da leitura o que, sem dúvida, ajuda na evolução do espírito. A todas, meu grande abraço, colocando este Portal MHLB à disposição para publicar, no nível nacional, resenhas ou textos que por ventura venham sendo produzidos após esses encontros maravilhosos. Tenho acompanhado essa festa literária através da marchand e amiga de muitos anos, Silvânia Tamer. A foto é grandiosa e foi colhida há 2 anos. A Literatura Universal agradece. 

 

(*) Do pensador Olinto Simões, ao ler o último VIVERVERSA (https://www.mhariolincoln.com/noticia/378/viceversa-com-keila-marta-critica-de-arte-e-analista-literaria-poesia-a-morte-poetas-e-catarses-literatura-e-civilizacao-), com Keila Marta: "Não morre quem congrega em letras a virilidade da poesia, da escrita, seja ela qual for, de uma Tábua de Leis a Versos satânicos, de um Quarto de Despejo numa Senzala Contemporânea a uma Casa Grande, de uma APB a uma ABL. Num repente espero que esta congregação viril seja, pois, surpreendo-me percebendo que eu e 'eu'..., "nos deparamos com muitos personagens da vida real, com tantos eus que se misturam" - palavras de Keila Marta." (Muito bom. Grato, poeta).

 

(*) Do poeta João Batista do Lago: “Não menos indulgente / é a burguesia intelectual / que num eterno louva-deus / locupleta-se com migalhas furtadas / comprantes das ideologias de plantão que lhes permite assegurar / o quinhão da dominação (...)’.

 

Um clássico.

(*) Gosto muito de ler Quadrinhos. Especialmente os clássicos, como esse, que acabo de comprar em um sebo: “Almanaque Mandrake e o Duelo dos Mágicos”.

 

(*) Da poetisa Giselle Marques, atualmente residindo em São Francisco do Sul/SC: “Repouso na mata / A mata repousa / Sinto tua falta / A lua vai alta / Apressa-te, amor / Saudade me mata / É noite ingrata / Faz-me alvorecer”. Giselle é intérprete e compositora também. Tem um CD de muito sucesso, lançado há alguns anos. Ela também participou do primeiro programa de radioweb MHLB, para Portugal, só com artistas maranhenses. Quer ouvir? Então siga o link: https://soundcloud.com/user-891786142/radio-web-mlb

Detalhe: O CD chama-se FELICIDADE e foi produzido por ‘Ferrinho” e gravado em Nilópolis. No violão, a participação do músico ‘Bora’, que tocou com Agnaldo Timóteo. Uma bela produção.

  

(*) A poetisa Maria José da Silva, da seccional da APB, no rio de Janeiro, integra a antologia GRANDES POETAS DO SÉCULO XXI, editado pela organização do Sarau de Poesia & arte, organizado por Leandro Ervilha (foto 03), e Marcio Muniz. Maria teve poema premiado na ultima reunião do Sarau. "(...). Quantos necessitam de um pouco de atenção/ Um abraço carinhoso/ Uma palavra amiga/ Nos momentos de aflição...", do poema "Ser Solidário", premiado no último Sarau & Poesia, no rio de Janeiro. Parabéns.

 

(*) Em minhas mãos um livro-pérola de Domingos Souza, um maranhense elogiadíssimo por grandes nomes da intelectualidade brasileira, como Carlos Cunha, Cosme Lemos, Travasso Furtado, Fernando Viana, Dagmar Desterro, Clovis Ramos, Artur Rabut entre outros. O livro é “Candeias”, a mim ofertado pela família de Dario Erre Rodrigues. Este guardo em lugar mais alto de minha biblioteca. É uma prosa doída e bem real. Fala dos vaqueiros e lavradores explorados pelos coronéis nordestinos, até hoje, desaguados pelos sertões de todos nós.

 

(*) Ainda em cima de minha cabeceira, no final de semana passado, “Contos Poéticos/ O Divino e o Profano”, de Albert Mont Blanc. Fui reler um dos poemas épicos mais vibrantes (e tristes) que já li neste ano:  ‘Diálogo com Gaia’. Grato por ter-me convidado para prefaciar esta obra, mestre Albert. DEZ.

 

(*) Déa Alhadef, sem dúvida, é uma das romancistas modernas mais cultuadas neste país. É maranhense e ganhou fama nacional com sua trilogia que envolve uma Jovem espiã. Li e reli OS SEGREDOS DE UMA JOVEM ESPIÃ e DESAPARECIDO, dois dos primeiros livros da trilogia.

 

(*) Tereza Braúna Moreira Lima, premiada poetisa brasileira. Estou com o livro RESGATE DA TRAVESSIA e quando em vez o leio por necessidade, mesmo. Algumas vezes, para compreender algum vazio que costuma invadir minha paz interior. Desta feita, reli vagarosamente, ‘Retrospecto’: “ Que fiz contigo dor?/ Arranhei as paredes das artérias/ no vão sufoco de me libertar/ afoguei os olhos no desgosto das lágrimas/ na fadada sina de não te ver/ estrebuchei, me esguelei/ me estripei/ na inútil tentativa de te matar e errei. (...) Que fiz comigo?/ Consegui diminuir e crescer...” (Maravilhoso, Tereza).

 

(*) Estou com um livro de poemas de Elias Antunes, construído em cima de técnicas de venda e domínio pessoal. Uma sacada muito boa. No fundo, é um guia para uma vida empresarial saudável.  E o próprio título já diz isso: ESSÊNCIAS PARA UMA VIDA EMPRESARIAL SAUDÁVEL. Nele, li o seguinte: “O fato de ser iluminado/ poderá não ser um elogio/ mas um alerta./ No universo existem dois tipos de seres:/ os iluminados/ e os que possuem luz própria./ Os de luz própria/ têm a autonomia de viverem independentes (...). Os iluminados precisam de um ser com luz própria para direcionarem suas vidas (...)”. E aí, onde entramos?

 

(*) Revirando as gavetas de meu tempo, encontrei a seguinte frase escrita por mim, em 1978: “Não me cuidei como devia. Invés de encontrar a ti, primeiro, deveria, eu, ter-me encontrado antes... (...)”.

 

(*) De Clevane Pessoa: Nas horas de emergências mais esdrúxulas, / de fazer as confissões mais inconfessáveis, / de preencher carências da alma, / são os amigos insubstituíveis, imprescindíveis, inalienáveis em nosso convívio/ que não são as mãos do espírito (...)”.

 

(*) Em OUTRAS VOZES, do poeta maranhense Junior Lopes, essa pérola que se deve guardar para a eternidade: “Estou sorrindo da solidão/ Ficou sozinha sem mim...”.

 

(*) Na ultima remessa de livros de poesia que mandei para o Maranhão, no endereço da Biblioteca Pública do Estado, em São Luís, está ESTRELAS CADENTES, de um dos maiores sonetistas do Brasil: Lupércio Turello, de Maringá-PR. É dele: “Não adiante me iludir com teus encantos,/ A esta altura em que se encontra a vida!!!/ Meu corpo está ileso, a alma está em prantos, /Por causa da tua doce amizade já perdida !!!”. (Assino embaixo).

 

(*) Relendo ‘Alma exposta”, do poeta Jorge Cruz: “O amor pode restaurar/ Toda alma estilhaçada pelo ódio,/ Preconceito e orgulho, juntando os pedaços/ de uma forma tão perfeita,/ Que não haverá vestígios dessa quebra (...)”. Do poema ‘O Mundo Precisa de Amor’.

 

(*) A capa do livro PRIMEIRO ANDAR, de Roger Dageerre, romancista maranhense, é de Marta Goulart. Muito bem-feita a capa, desenhada em 1985. Um detalhe. Este livro que está em minha biblioteca, foi-me dado pelo diretor de teatro e imortal da Academia Maranhense de Letras, Ubiratan Teixeira.

 

(*) De Kleber Lago, no livro VIAGENS PARA DENTRO E FORA DE MIM. “Eu amargava tempos de tristeza/ quando você entrou em minha vida,/ como um coringa que caiu na mesa/ e me deixou vencer uma partida (...)”. Esse livro é importante porque dá continuidade ao projeto audacioso do poeta em produzir seus próprios livros de forma autêntica e artesanal.

 

(*) A poetisa Soraya Fialho Felix de Almeida Garcia participou da Antologia INCANDECÊNCIA DO CREPÚSCULO com poesias encantadoramente líricas, bem ao estilo clássico como deveriam ser. Em um deles, respiro emoção todas as vezes que leio: “Meu bem querer!/ Em tua flor não tem mal-me-quer/ Rosa fina, pétala branca./ Luminosa alba encandeias meu viver. (...)”. Integram essa edição, os poetas Euclides Sousa e José Cavalcante das Neves.

 

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