Quinta, 13 de Agosto de 2020
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"Se de lágrimas e risos faz-se o cotidiano, que venham muitas outras marés e muitos outros pores de sol".

Luciana Nojosa da Cunha sobre "No Semblante do Cotidiano", de Wanda Cunha.

21/07/2020 12h20
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Luicana Nojosa da Cunha
Luciana Nojosa da Cunha.
Luciana Nojosa da Cunha.
Luciana Nojosa da Cunha.

NO SEMBLANTE DO COTIDIANO - risos de marés e lágrimas de um sol-posto, de Wanda Cunha

 POR: LUCIANA NOJOSA DA CUNHA

 "Se de lágrimas e risos faz-se o cotidiano, que venham muitas outras marés e muitos outros pores de sol".

 

"O povo recebe os discursos dos heróis e vilões, sem saber discerni-los. Conhece os sofistas sem nunca ter ido a Atenas, razão pela qual nunca vai poder desenvolver o método dialético de Platão. Também fizeram-no prisioneiro de uma caverna escura como as urnas, projetadas de votos que são, na verdade, sombras do real e que lhe parecem a verdadeira realidade, sem nunca ter sido..."

Recebi o livro no finalzinho de maio, e certa de lê-lo prontamente, fiz planos com minha rede da varanda e a brisa das tarde de verão do mês de junho.

Mas tudo tem seu tempo apropriado, como diz o pregador do Eclesiastes, o nosso tempo chegou.

De caminho a São Luís, no último domingo, botei o livro na bolsa e enquanto a viagem transcorria, eu viajava no semblante de um cotidiano cheio de risos de marés e de lágrimas de muitos em vários sóis-postos.

As crônicas de "No semblante do cotidiano - risos de marés e lágrimas de um sol-posto", na verdade me levaram a várias viagens.

Com uma linguagem clara, descomplicada e rica das impressões de mundo da autora Wanda Cunha, o livro é o que posso chamar de realidade social ao som de várias vozes, que nos levam a períodos da história do nosso país, e nos trazem para a realidade dos dias atuais nas situações mais corriqueiras.

Eu viajei nas crônicas e fui "personagem observadora" em muitas delas.

Ouvi a voz da brasileira não conformada com a corrupção, com a fome, com a desigualdade, com a perda dos direitos de quem é de direito, e essa é a voz da justiça social, tão latente na obra da autora.

Também, ouvi a voz da filha, mãe, esposa e mulher, com suas dores, saudades, lembranças de muitos sóis vividos em marés altas e baixas.

Ouvi a voz do próximo, do semelhante, na busca de uma manifestação mais humana do ser gente, como um sinal de alerta diante de um mundo doente.

E a minha própria voz. Ora de risos (e foram muitos durante a leitura), ora de reflexão, diante de temas tão cotidianos, porém vitais, e que às vezes passam despercebidos.

"No semblante do cotidiano, risos de marés e lágrimas de um sol-posto", me conquistou! E mesmo sendo sobrinha, suspeita em escrever esta breve resenha, digo sem falsa modéstia, que prazerosa leitura!

Eu quero mais!

Se de lágrimas e risos faz-se o cotidiano, que venham muitas outras marés e muitos outros pores de sol.

 

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