Quinta, 13 de Agosto de 2020
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Convidado especial: Professor Euges Lima e a história de Souza Bispo

Anote e confira.

15/07/2020 18h53 Atualizada há 4 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: ML/euges Lima
Professor Euges Lima.
Professor Euges Lima.

Convidado: Historiador Euges Lima/São Luís-Ma

Sousa Bispo.

70 anos sem Sousa Bispo, o 'raidman' maranhense

Por Euges Lima (historiador)

Há 70 anos, num 15 de julho como este, nos deixava para fazer a sua derradeira viagem, um dos maranhenses mais valorosos daquela primeira metade do século XX, trata-se do ilustre grajauense, Cândido Pereira de Sousa Bispo, mais conhecido nos meios intelectuais como "Sousa Bispo". Ele nasceu no município de Grajaú aos 3 de outubro de 1896 e faleceu em São Luís em 15 de julho de 1950.

De origem humilde, ele forjou sua própria trajetória, sua "inquietude singular" e o desejo de conhecer o Maranhão e o Brasil o fez percorrer e desbravar caminhos e terras desconhecidas numa raide quase sem precedente. De suas inúmeras viagens pelo interior do Maranhão e do Brasil, Sousa Bispo tomou gosto pela geografia que em sua visão era uma ciência objetiva e causal. Num dos maiores feitos do pedestrianismo brasileiro, o "raidman" maranhense, veio a pé do Rio de Janeiro ao Maranhão, cortando o Brasil central. Levou oito meses para completar sua incrível jornada, chegando conforme havia planejado no dia 28 de julho de 1923, a tempo de comemorar o centenário da adesão do Maranhão a causa da Independência do Brasil.

O nosso aventureiro do hinterland maranhense e brasileiro, foi advogado, promotor público, geógrafo, historiador, jornalista, escritor, membro consultor do Diretório Regional de Geografia do Maranhão, membro da Academia Maranhense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, onde ocupou a cadeira de número 11, patroneada por Sebastião Gomes da Silva Belfort. Foi autor de inúmeros artigos em jornais maranhenses e brasileiros, entre seus trabalhos mais importantes e publicados, podemos destacar : "Espinhos de Mandacaru", 1925; "o Dia da Justiça", 1944; "A Ilha do Maranhão", 1947; "A estrutura geológica do Maranhão e a experiência do petróleo", 1949 e "Sertão Judiciário", 1940. Como jornalista, colaborou nos jornais " Folha do Povo"; "Imparcial; " Diário do Norte"; e " Diário de São Luís". Sousa Bispo é um maranhense, antes de tudo, um sertanejo de boa cepa, um forte como disse Euclides da Cunha, que deve ser lembrado e homenageado.

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