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Pessoas que marcam: Floriano de Araújo Teixeira

Leia resumo da Obra O GUARANI

07/07/2020 14h37 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Wandafsousa
Artista Floriano de Araíujo Teixeira
Artista Floriano de Araíujo Teixeira

PESSOAS QUE MARCAM: Floriano de Araújo Teixeira.

Wanda F. Sousa

 

Publicação de Wanda F. Sousa: Mais uma capa desse maranhense de Cajapió. Floriano de Araújo Teixeira foi um pintor, desenhista, miniatuarista, capista, retratista, gravador e escultor autodidata, fez capas de livros para escritores famosos como Gullar, Josué Montello e Jorge Amado. Em destaque a capa da primeira edição de 1949 do livro de Gullar "Um pouco acima do chão".

Original do texto de Wanda F. Sousa.

Mais sobre: Floriano de Araújo Teixeira (Cajapió MA 1923 - Salvador BA 2000). Pintor, desenhista, gravador, cenógrafo. Inicia seus estudos de desenho, em São Luís, com Rubens Damasceno em 1935 e de pintura com João Lázaro de Figueiredo (1911 - 1981) em 1940. Em 1949, participa da fundação do Núcleo Eliseu Visconti. Dois anos depois, em Fortaleza, participa da criação do Grupo dos Independentes, com Antonio Bandeira (1922 - 1967) e Siqueira (1917 -

1997). Em 1962, organiza e dirige o Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará - UFCE. Ilustra vários livros, destacando-se entre eles: Dona Flor e seus Dois MaridosA Morte e a Morte de Quincas Berro D'ÁguaO Menino Grapiúna - todos de Jorge Amado (1912 - 2001)  - e A Terra dos Meninos Pelados, de Graciliano Ramos (1892 - 1953). (Informações: FLORIANO Teixeira. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa5509/floriano-teixeira>. Acesso em: 07 de Jul. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

 

 

INDIO PERI: Itaú Cultural
de Arte e Cultura Brasileiras

 

 

Uma das obras importantes de Floriano de Araújo Teixeira é o índio PERI, cuja história está no livro de José de Alencar. Eis um resumo do belo romance O GUARANI:

O romance tem sua ação desenvolvida na primeira metade do século XVII, iniciando-se no ano de 1604. Na primeira parte do livro, o narrador nos apresenta a D. Antônio Mariz, pai da heroína Ceci (Cecília), sendo este um fidalgo português que teria participado na fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1567.

Ele havia decidido permanecer no Brasil após derrotas portuguesas sofridas no Marrocos. Assim, ele fixa-se no Rio de Janeiro em terras que foram oferecidas por Mem de Sá como retribuição a serviços prestados à Coroa.

A casa de D. Antônio é construída tendo-se como modelo os castelos medievais europeus e ele passa a viver lá com sua família, criados e outros companheiros. A propriedade fica localizada na Serra dos Órgãos, às margens do Rio Paquequer, um afluente do Rio Paraíba, e esse é o local em que se dará a ação do romance.

A propriedade de D. Antônio Mariz é organizada de acordo com os modelos coloniais portugueses e segue um código cavalheiresco de vassalagem medieval, sendo que os criados juram lealdade eterna a seu senhor. Assim, o clima na propriedade é de um espírito patriótico e leal à Portugal. Lá habitavam, além da família, cavaleiros, aventureiros, fidalgos e até mercenários em busca de ouro e prata.

Esses eram liderados pelo ex-frei Ângelo di Lucca, que agora atendia pelo nome de Loredano. Este era um homem desalmado que abusava da cordialidade de D. Antônio e planejava destruir a família desse e raptar sua filha Cecília. Porém, ela estava sempre muito bem guardada pelo índio Peri, o herói da história. Ele havia salvado Cecília de uma avalanche de pedras e conquistou a amizade e gratidão tanto da moça quanto de seu pai.

Em certo momento, o filho de D. Antônio mata uma índia da tribo aimoré por acidente durante uma caçada, o que deixa a tribo enfurecida e com sede de vingança. Então, dois índios aimorés vigiam Ceci enquanto a moça se banhava e se preparam para mata-la quando são mortos pelas flechadas certeiras de Peri. Uma índia aimoré que viu todo o ocorrido relata os fatos para sua tribo e isso acaba desencadeando uma guerra entre a família de D. Antônio e os aimoré.

Em paralelo a essa luta, Loredano continua em seu plano de destruir a família do fidalgo português e raptar Ceci. Porém, seus planos são sempre frustrados por Peri, que está sempre vigiando a moça. Além disso, tem-se a personagem de Álvaro, um jovem nobre apaixonado por Ceci, mas que não tem seu amor retribuído por ela. Mais tarde, porém, Álvaro irá se envolver com Isabel, filha bastarda de D. Antônio e apresentada oficialmente como sendo prima de Ceci.

A guerra com os aimoré vai ficando cada vez mais tensa e Peri resolve entregar-se a um ato heroico de sacrifício. Sabendo que a tribo aimoré é antropófaga, Peri toma veneno e vai lutar na própria aldeia aimoré. Assim, após Peri morrer em combate, os índios iriam devorar sua carne envenenada e acabariam morrendo.

Esta seria a única solução para a guerra, mas Álvaro o salva. Diante o desespero de Ceci ao saber de tudo, Peri resolve tomar um antídoto e sobrevive. Álvaro acaba falecendo em combate e Isabel se suicida. Algum tempo depois, Loredano trama a morte de D. Antônio, mas é preso e condenado a morrer na fogueira por traição.

O cerco dos aimoré chega a um nível muito perigoso para a família do fidalgo e D. Antônio pede a Peri para que ele se converta ao cristianismo e fuja com Ceci. Assim, os dois jovens fogem em uma canoa pelo Rio Paquequer e ouvem ao fundo o castelo de D. Antônio pegando fogo, pois quando os índios invadiram a residência do nobre ele explodiu barris de pólvora matando a todos.

Após um tempo Ceci, que estava entorpecida com um vinho dado por seu pai, acorda e Peri relata a ela todo o ocorrido. Ela fica atormentada e resolve viver com Peri no meio da mata. A forte tempestade que estava caindo faz a água dos rios subirem perigosamente. Então, Peri arranca uma palmeira do chão e improvisa uma canoa. O romance termina com a imagem dos dois sumindo no horizonte.

 

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