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Educação RUY CASTRO

METRÓPOLE À BEIRA-MAR. O novo livro que resgata a beleza histórica e intelectual do Rio de Janeiro e do Brasil dos anos 20

O livro foi lançado pela Companhia das Letras.

03/07/2020 21h07 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln
METRÓPOLE À BEIRA-MAR
METRÓPOLE À BEIRA-MAR
Ruy Castro.

A literatura está em festa novamente. Ruy Castro

dá uma aula de Brasil em seu livro

"METRÓPOLE À BEIRA-MAR: O RIO MODERNO DOS ANOS 20".

 

Resenha: Mhario Lincoln com Folha/Ual/Google.

Com certeza, Rui Castro é um apaixonado pelo Rio. Escreveu, por exemplo, "Chega de saudade: a história e as histórias da Bossa Nova (1992)", onde personagens imensuráveis e inesquecíveis dessa época de ouro da música brasileira, aparecem aos montes.

Em uma reportagem que li em um site na internet, o próprio Ruy Castro afirma que a obra que ora está sendo divulgada no Brasil, o livro "METRÓPOLE À BEIRA-MAR: O RIO MODERNO DOS ANOS 20", pela Cia das Letras, com 528 páginas, é bem diferente daqueles anos em que viveu a bossa-nova. "Reconstruí uma cidade, uma cidade que não existe mais. Bairro a bairro, rua a rua, lugar por lugar, foi povoada e protagonizada por 40 ou 50 personagens principais. Sendo que, quando você começa um trabalho, você não sabe como ainda vai ser, do que você vai tratar”, explica Ruy Castro. Pela dimensão do universo retratado, não sei se terei gás para outro trabalho como esse. Tempo eu sei que eu vou ter, mas não vou ter gás”.

O jornalista Álvaro Costa e Silva, cuja opinião foi publicada na ‘Folha’, escreveu:

"Uma reconstituição histórica que se vale de um tsunami de informações, indo do inesquecível Carnaval de 1919 —que só de despojos rendeu 40 toneladas de papel, para alegria dos trapeiros, que negociavam a cem réis o quilo— à Revolução de 1930. Em 1920, o Rio era a única cidade brasileira com mais de 1 milhão de habitantes e 6.000 automóveis “matriculados”. Havia tanta eletricidade no ar que as ideias —envolvendo um quase sem fim de atividades na literatura, no jornalismo, na música, no teatro, no cinema, nas artes plásticas e gráficas, na arquitetura, na engenharia, na ciência, na praia, no futebol, na luta das mulheres por igualdade— passavam voando. Bastava esticar a mão para pegá-las. (...)".

Álvaro tem razão. Lê-se em uma das capas do livro: “O que aconteceu no Rio entre o carnaval de 1919 e a Revolução de 30? Tudo”. Claro e evidente que tudo passou no meio de transformações sociais e culturais espetaculares , fatos esses que aqui não cabe a mim revelar, seguindo a rigorosa lei do ‘spoiler’.

Outro jornalista a quem me ative para divulgar esse novo livro de Ruy Castro, foi Pedro Galvão (“Portal Uai”). Lá ele ressalta: "Partindo do Rio de Janeiro assolado pela Gripe Espanhola em 1918, logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, mas que mesmo assim teria um efervescente carnaval no ano seguinte, ele conta sobre a vida na capital da jovem república brasileira, que em 1920 tinha 1,147 milhão de habitantes. Sede de várias embaixadas e, consequentemente, de seus corpos diplomáticos, a sociedade local entrava em contato com ideias progressistas vindas da Europa. Isso estabeleceu o caminho para intensas mudanças daquela metrópole à beira-mar. Da modernização das estruturas urbanas às novidades no poder ali centralizado, a narrativa aborda fortemente temas e acontecimentos ligados à literatura, música, arquitetura, arte e movimentos políticos e sociais, incluindo a luta das mulheres por direitos e a proliferação de ideias anarquistas. Sobretudo, Ruy Castro destaca o cenário vanguardista que predominava na cidade, muitas vezes negligenciado em função da exaltação à Semana de Arte Moderna paulista. Para ele, a capital fluminense sempre esteve à frente nesse sentido. “Não quero estabelecer um campeonato de modernismo entre Rio e São Paulo, até porque seria covardia. O que fiz foi apresentar a realidade que estava sepultada, ou que não se imaginava, de que no Rio tinha essa quantidade de gente fazendo coisas inaugurais”, ressalta.

Ilustração/Google.

Sobre a Gripe Espanhola, o “Portal MHLB” também publicou no mês passado uma matéria com riqueza de detalhes. Condensada com importantes informações a partir de matérias assinadas por RICARDO WESTIN/EL PAÍS-BR/ Jornal do Senado, a Agência Senado e de Arquivo, vale ler "PANDEMIA: quando um vírus chegou a matar 50 milhões de pessoas. Conheça esta história digna de esquecimento. Esse vírus matou mais pessoas que a I Grande Guerra Mundial. Confira!”.

Para ler a íntegra, basta lincar-se a: https://www.mhariolincoln.com/noticia/139/pandemia-quando-um-virus-chegou-a-matar-50-milhoes-de-pessoas-conheca-esta-historia-triste-

Quanto ao livro de Ruy Castro, vários críticos a que tive acesso pelas redes falaram demasiadamente bem da obra. Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras, por exemplo, escreveu:

" (...) São deliciosas as suas descrições do Carnaval carioca, o que representou Sinhô para o nosso samba, as repercussões da Semana de Arte Moderna e dos mitos que a compuseram, como o inesquecível pintor Di Cavalcanti. Na época, acontecia de tudo. Era uma cidade em convulsão na imprensa, na literatura, na música popular, na ópera, no teatro, nas artes plásticas, no cinema, na caricatura, na praia, na ciência, na arquitetura, no futebol, na luta das mulheres, no sexo e nas drogas. O Rio era sinônimo de arrojo e de vanguarda. É essa capital fervilhante a protagonista desse novo livro".

Portanto, quem gosta de uma boa história. O livro está na página da “Companhia das Letras” para venda em duas versões: livro físico e em e-book. Com certeza, uma excelente pedida. Já reservei o meu.

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Serviço:

METRÓPOLE À BEIRA-MAR: O Rio moderno dos anos 20. (Ruy Castro).

LIVRO: R$ 79,90
EBOOK: R$ 39,90

Endereço virtual da Companhia das Letras: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=14359

Leia um trecho do novo livro de Rui Castro: https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/14359.pdf

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