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Brasil CAZUMBÁ

Espaço jornalista Fernando Baima. Convidado: Américo Azevedo Neto

Veja vídeo

01/07/2020 12h35 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Jornalista Fernando Baima
Américo Azevedo Neto
Américo Azevedo Neto

Espaço Jornalista Fernando Baima

Convidado: Américo Azevedo Neto

Obra: "Hoje Eu Não Posso". Texto e Voz: Américo Azevedo Neto. Trilha: Louvação do Espetáculo "Auto do Bumba-meu-Boi".

 

Original do vídeo.

 

 

Texto de Mhario Lincoln:

Américo Azevedo Neto é um excepcional diretor, teatrólogo e produtor cultural maranhense, cujas obras ganharam o Planeta. CAZUMBÁ "Alto do Bumba-Meu-Boi" é simplesmente uma das obras primas produzidas por Azevedo Neto e está bem viva há mais de 47 anos.

Perguntado certa vez sobre esse espetáculo que mistura folclore com a arte cênica, ele disse: “Não fazemos folclore, fazemos teatro. Se nos preocupamos com a verdade cultural das manifestações refeitas, não é pela vontade de mantê-las vivas, mas para saber tratá-las com honestidade, quando são retiradas de seus canteiros naturais e transportadas para os jardins sofisticados dos palcos”.

Com toda certeza, CAZUMBÁ quando de suas apresentações, tem uma coreografia vibrante, um figurino excepcional que emprestam ao todo, uma performance digna dos grandes espetáculos da Broadway.

No belo texto de Américo Azevedo Neto, apresentado nesse vídeo, sente-se a sensibilidade proeminente de um homem das artes que se integra ao 'modus vivendi' real e pandêmico. Todavia, em cada parágrafo consegue inserir esperança na letra sólida, mudando-a em pulsações, às vezes melancólicas, outras de singelo significado racional de que tudo deverá passar, como no poema de Chico Xavier: " Tudo passa…/ Todas as coisas na Terra passam./ Os dias de dificuldade passarão…./ Passarão, também, os dias de amargura e solidão.(...)".

O vídeo em si, expele otimismo para quem procurou nas ruas de São Luís uma fita, sequer, colorida, escorregada de algum chapéu de Amo, perdido sobre os paralelepípedos da ladeira da Madre Deus ou marcas engastadas nas pedras cabeças-de-boi, do arrasta-pés dos milhares de devotos de São João, São Pedro e São Marçal. Esperança igualmente para aqueles que só ouviram o urrar dos bois nas vitrolas, tocando vinis de saudade. Como bem escreve Azevedo Neto, " ... a festa não morreu. / Hoje eu não posso. / Não faças disso uma tragédia...". 

Convido-os a trazer a emoção para o peito assistindo ao vídeo que nos foi gentilmente cedido pelo jornalista Fernando Baima. Siga o link:https://www.youtube.com/watch?v=Tyk5ZprYHH0&t=70s

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