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"Quando o coronavírus acabar": aprenda a parar de esperar por isso e pensar em outras coisas mais relevantes

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12/05/2020 13h27 Atualizada há 4 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: [PsychCentral]
Foto original da matéria
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"Quando o coronavírus acabar": aprenda a parar de esperar por isso

Tenho certeza de que você já disse isso pelo menos uma vez durante essa pandemia: “quando o coronavírus acabar, eu vou…”.

A quarentena de fato colocou uma pausa em vários tipos de planos. Aliado ao fato de que o ser humano já tem uma certa tendência de programar o futuro, esses fatores fazem com que muitas pessoas estejam apenas existindo, ao invés de vivendo esse momento difícil, sempre esperando as condições melhorarem.

Os terapeutas todos concordam que essa não é melhor estratégia. Não devemos esperar por um futuro que nem sabemos qual será. Mas como parar de fazer isso?

O portal Psych Central reuniu algumas dicas de especialistas para ajudar a lidar com a situação atual e focar no momento presente.

A verdade é uma só: se preocupar não é produtivo a menos que você faça algo sobre essa preocupação. Se isso ajuda as pessoas a praticarem sentimentos como gratidão ou desenvolverem aceitação, pensar sobre o “pior cenário possível” pode não ser de todo ruim.

Mas ficar ruminando o passado ou tendo pensamentos ansiosos sobre o futuro não é saudável para o nosso sistema nervoso, o que deixa nosso corpo em um estado de estresse muito grande.

É o que explica a psicoterapeuta Ann Turner, que ensina seus pacientes a não se “pré-preocuparem”, ou seja, a não se preocuparem antes da hora.

“O medo não tem nenhum poder preditivo. A incerteza é aterrorizante, mas isso não significa que o futuro será o pior cenário”, concorda a psicóloga Carla Messenger.

Segundo a Dra. Messenger, uma boa saída é lembrar que “o futuro tem mais de um roteiro possível e nós o criamos à medida que avançamos”, como um GPS que redireciona o caminho sem mudar o destino.

“Se colocarmos nossa atenção nas restrições, isso pode se tornar muito deprimente. No entanto, há gratidão, otimismo e alegria em todos os caminhos, se você optar por procurá-los”, concluiu a psicoterapeuta Jade Wood.

Fique sabendo que tem uma coisa que todos os terapeutas concordam: sobreviver é o suficiente. Qualquer outra coisa é extra.

É interessante olhar para trás e pensar no quanto aprendemos, no quanto crescemos e superamos situações difíceis, não é mesmo? E ter sobrevivido à uma pandemia mundial bastará. Você pode aproveitar a quarentena para fazer uma “retrospectiva prematura”. Algumas perguntas que você fazer a si mesmo são: você está feliz com a maneira como vive? Você está tratando seu corpo com respeito? Você passa tempo suficiente com seus entes queridos? Existem aspectos da sua vida que você tem negligenciado?

Assim, você pode usar esse tempo para imaginar como gostaria de olhar para trás, o que seria legal tirar desse período de isolamento etc.

“Não há nada que você possa fazer daqui a 30 ou 60 dias. Mas você pode controlar como será o seu dia hoje”, disse a Dra. Turner.

Por exemplo, você pode decidir a que horas se levantará, o que você comerá, para quem você ligará. Você pode optar por apreciar as flores que desabrocham fora da sua janela e não ler todas as últimas notícias.

Vale observar que fugir dos sentimentos ruins nem sempre é bom. A Dra. Wood defende que você tome seu tempo para lamentar a perda do futuro que você esperava. Lide com esse “luto”, ao invés de adiá-lo.

Além disso, para algumas pessoas, a pandemia pode estar trazendo à tona novamente questões de abandono, sentimento de impotência, comportamentos viciantes e muitos outros temas difíceis.

Se você conseguir ignorar esses sentimentos, pode ser bom. Mas se quiser mergulhar neles, a Dra. Wood sugere que você seja gentil consigo mesmo, e considere manter um diário, conversar com um amigo ou terapeuta e observar atentamente suas emoções através da meditação. [PsychCentral]

 

Acesse vídeo de Mhario Lincoln: https://www.youtube.com/watch?v=VVZgrP02tOs&feature=youtu.be

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