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Mundo ENCANTÁVEL JUDY

RELEMBRANDO: Em situação financeira precária, deprimida, Judy Garland, a inesquecível de Mágico de OZ, morre de forma misteriosa

Judy Garland teve cinco maridos, um deles, o cineasta Vincente Minnelli (1945-1951), é o pai da fantástica Liza Minnelli

02/05/2020 17h46 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln Fonte: OBVIUS/GALILEU
Judy no inesquecível 'MAGICO DE OZ'
Judy no inesquecível 'MAGICO DE OZ'

A história real:

1 - O DETALHE:

Após o sucesso estrondoso de 'O Mágico de Oz', o talento de Judy foi posto à prova em papéis adultos, que testaram seu talento dramático. Entre alguns musicais e filmes mais dramáticos, Judy fez a transição de estrela juvenil à atriz adulta com sucesso. Seu parceiro mais frequente era Mickey Rooney, juntos formaram uma dupla sensação, estrelando nove filmes juntos. Ela agora era a maior estrela da MGM, uma verdadeira mina de ouro para a companhia. Entre os muitos filmes desta época, os mais lembrados são os musicais Agora Seremos Felizes (Meet Me in St. Louis, 1944); um clássico dirigido por Vincente Minelli, no qual ela lançou três canções: "The Boy Next Door", "The Trolley Song" e "Have Yourself a Merry Little Christimas". O Pirata (The Pirate, 1947); também dirigido por Vincente Minelli, com Gene Kelly. Desfile de Páscoa (Easter Parade, 1948); no qual ela dança com Fred Astaire. E Casa, Comida e Carinho (Summer Stock, 1950); seu último filme pela MGM, no qual ela atuou novamente com Gene Kelly.

2 - ORIGENS 

Judy Garland nasceu Frances Ethel Gumm, no dia 10 de junho de 1922, em Grand Rapids, estado de Minnesota, interior dos Estados Unidos. A estrela de Judy começou a brilhar desde muito cedo, com 2 anos e meio ela subiu ao palco do pequeno teatro dos pais, pela primeira vez, ao lado das irmãs mais velhas. Para cantar "Jingle Bells" durante um show de natal. Desde então, nunca mais parou. Ao lado das irmãs Mary Jane e Dorothy Virginia, formou o trio musical The Sisters Gumm, que excursionou pelo interior do país dentro do circuito de vaudeville. A primeira aparição no cinema foi em 1929, num filme chamado Revue Big, mas sem importância. Em 1935, as irmãs foram aconselhadas a trocar o brejeiro nome The Sisters Gumm, por outro mais atraente: The Garland Sisters. Logo depois, a menina Frances trocou seu nome para Judy, adotando de vez o nome e o sobrenome que a tornariam conhecida em todo o mundo.

Aos 13 anos, Garland assinou contrato com a produtora e distribuidora de filmes Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), que foi responsável por tornar o sonho da jovem atriz e cantora em um pesadelo. Obcecados com o peso da adolescente, seus agentes monitoravam e reprovavam o que Garland comia. Nos bastidores, a artista viva em constante estado de fome. A preocupação com sua imagem física perturbaria Garland para o resto de sua vida.

Além disso, a atriz chegava trabalhar 18 horas por dia, seis dias da semana. Para aguentar a rotina, o estúdio lhe dava anfetaminas, hábito que se estendeu por toda a carreira. Segundo o crítico de cinema Roger Ebert, seus produtores a manipulavam com os remédios. "Se Garland tinha problemas, ou você acreditava que ela poderia ter, 'lhe dê comprimidos'. Acelere-a e desacelare. Opere-a como um relógio", escreveu.

Além disso, a jovem atriz era constantemente assediada nos estúdios, inclusive pelo chefe e cofundador da MGM, Louis B. Mayer, que tocou seu seio esquerdo com a desculpa de apontar para seu coração, de onde sua música saia. "Eu sempre pensava que tinha sorte de não cantar com outra parte da minha anatomia", disse Garland em um memorial inconcluído.

 

3 - RELAÇÃO COM A MÃE

Ethel Gumm, mãe de Garland , agenciou os primeiros anos da carreira de Garland, a caçula de três irmãs. Ansiosa por tornar as filhas famosas, Ethel incentivava as meninas a atuarem no cinema e as acompanhava nas apresentações das The Sisters Gumm. Em nome da fama, começou a dar comprimidos para dormir à Garland quando ela tinha apenas 10 anos, costume que se tornou um vício ao longo de sua vida.

Por vezes, Ethel foi chamada de "a verdadeira Bruxa Má do Oeste", mas em outras ocasiões Garland defendeu a mãe. "Ela fazia parte de um época que era dura para as mulheres", disse. "Mamãe teve que ter sucesso em tudo o que empreendeu."

 

Judy fotografada por Douglas Kirland em 1961

3. CORAÇÃO PARTIDO

Judy Garland teve cinco maridos: o compositor David Rose (1941-1944), o cineasta Vincente Minnelli (1945-1951), o produtor Sidney Luft (1952-1965), o ator Mark Herron (1965-1969) e o músico Mickey Deans (1969). Rose tinha 12 anos a mais do que Garland quando se casaram — ela tinha apenas 19. Anos mais tarde, biógrafos apontaram que Minnelli, pai se sua primeira filha, Liza, era gay. Com Luft, a artista teve mais duas crianças, Lorna e Joey, e, depois do divórcio, alegou ter sofrido violência doméstica. O mesmo aconteceu após dois anos de casamento com Herron, cujos biógrafos também revelam sua atração por homens. Por último, Deans, que é retratado na cinebiografia, era descrito como “medonho” pela assistente da atriz, Lori Wilder.

 

4. ABORTOS

Quando tinha apenas 19 anos e era casada com Rose, Garland foi obrigada por sua mãe e pela MGM a fazer um aborto. A justificativa dada por ambos era a de que uma gravidez poderia “arruinar” sua carreira de estrela juvenil. Apesar de ilegal na época, a prática era bastante comum entre celebridades de Hollywood, como Joan Crawford e Bette Davis,  que eram abordadas da mesma forma, com ameaças relacionadas ao trabalho.

Mais tarde, em 1951, Judy fez um outro aborto, dessa vez a pedido de Sid Luft, que na época ainda era seu amante. Anos depois de casarem e terem dois filhos, o produtor disse em sua autobiografia que se arrependeu da escolha: “Fui tão injustificável quanto insensível.”

 

5. SITUAÇÃO FINANCEIRA

Ao contrário de seu peso e humor, que eram constantemente controlados pelos agentes, a fortuna da artista não foi bem gerenciada, a deixando com várias dívidas no fim de sua carreira. Sem casa e, segundo o The Mirror, ganhando cerca de US$ 100 por apresentação, a atriz chegou a dever milhares de dólares em impostos para a receita do governo norte-americano.

 

6. SUA MORTE.

Três meses antes de sua morte, Judy Garland comemora seu quinto casamento em casa de shows londrinas. Em 22 de junho de 1969, apenas 12 dias depois de ter completado 47 anos, Garland foi encontrada morta no banheiro de sua casa em Londres. A causa de sua morte foi uma overdose de barbitúricos, fármaco de efeito depressor utilizado em anticonvulsivos e sedativos. De acordo com o obituário, sua morte foi acidental, mas em 1947 a atriz havia tentado se suicidar após ser internada em um centro de reabilitação. Ao longo se sua vida, Garland enfrentou depressão, depressão pós-parto, hepatite, cirrose, problemas nos rins e outras doenças decorrentes do mal que lhe atiçava a cabeça. Porém, permanece inesquecível na vida de muitos admiradores e colegas artistas.

 

 

 

 

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