Domingo, 07 de Junho de 2020
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Desta feita, Edomir Martins de Oliveira fala do atraso do Cerimonial, nos seus causos de Casamento

As crônicas fazem parte do livro inédito de Edomir Oliveira:

21/04/2020 14h10 Atualizada há 2 meses
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Oliveira
Edomir com a esposa elma Oliveira
Edomir com a esposa elma Oliveira

ATRASO DO CERIMONIAL

 

Capítulo 5

Do livro: "FINALMENTE A NOIVA CHEGOU"

Edomir Martins de Oliveira – Vice-Presidente da APB

        

      Habituado a atraso de noivas à cerimônia do seu casamento, nunca tinha assistido a atraso de cerimonial, a um enlace matrimonial aos seus cuidados.

      Pois, exatamente isto, foi o que aconteceu em um certo casamento em que o cerimonial, conhecido por ser exigente, fez um rigoroso contrato com o pai da noiva.

      Neste, constava uma cláusula em que o pai da noiva pagaria uma indenização ao Cerimonial, se a noiva atrasasse à cerimônia. A multa incidiria a cada 30 minutos de atraso da noiva, o que deveria ocorrer após a primeira meia hora.

      O pai da noiva, jovem talentoso dos mais inteligentes da nova geração da Cidade, fez acrescentar também que do mesmo modo, estaria o cerimonial sujeito à multa, nos exatos termos, pelo qual responderia se o atraso ocorresse por sua culpa. O Cerimonial pagaria multa a partir dos 15 minutos de atraso, diferente do tempo concedido à noiva.

      O Chefe do Cerimonial aceitou a reciprocidade no cumprimento do contrato, e esboçou um sorriso de ironia, dizendo apenas que nunca atrasava.

     

 

Firmado o contrato, as partes se deram por satisfeitas e o cerimonial acrescentou ao pai da noiva que gostaria de ver a noiva chegando no horário certo, para que não tivesse que exigir o pagamento da multa estipulada. A noiva apenas sorriu, informando de logo que não atrasaria, e nada mais acrescentou.

      É próprio dos homens inteligentes calar na hora certa e falar só quando necessário.  Aliás é ensinamento bíblico contido na Epístola de Tiago, capítulo 1, versículo 19, quando diz “...Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”.  

     Silente, o pai da noiva, advogado, nada mais acrescentou para evitar perder-se em desnecessárias conversas. Apenas ficou com uma cópia do contrato em mãos, devidamente assinado pelas partes contratantes, com testemunhas, despediu-se, e foi embora. Comportou-se com sabedoria. Qualquer coisa que dissesse poderia abrir uma discussão, o que não valeria a pena.

      Recebendo os exemplos também no campo secular da mitologia grega, lembrou-se que a coruja é um símbolo de sabedoria, e da inteligência, pois é apenas excelente observadora.

      Na Grécia antiga, Atena, Deusa da Guerra e da Sabedoria, por ser detentora de muita Sabedoria, tinha como mascote uma coruja.

      No dia da cerimônia do casamento, lá estava a noiva pontualmente na hora marcada e, o cerimonial tão exigente, como era do seu feitio, sempre cumprindo fielmente as obrigações assumidas, atrasou em 15 minutos a cerimônia.

 

      A noiva, com este atraso, esperava com seu pai no carro, à porta da Igreja, para que o cerimonial, organizasse o cortejo de entrada dos padrinhos, do noivo com sua mãe, que já estavam todos aguardando, e só então ela poderia entrar com seu pai, precedida dos pajens e daminhas.

      Depois da cerimônia, o pai da noiva usando das cautelas habituais, fez saber ao chefe do cerimonial que iria cobrar dele a multa estipulada em contrato, restando saber apenas se ele queria pagar amigavelmente ou na Justiça.

      Desta forma a cerimônia foi realizada com atraso por culpa única e exclusiva do cerimonial.     A noiva cumpriu sua parte. Foi pontual. Só o cerimonial não cumpriu,    

      O pai da noiva, quebrando todos os protocolos, foi obrigado a desculpar-se de viva voz, com os convidados do ocorrido, para justificar o que prometera, de que a noiva chegaria pontualmente na hora aprazada.

      Iniciou-se, então, a cerimônia do enlace matrimonial, que só terminou formalmente, quando o casal disse o célebre SIM, seguindo-se a excelente recepção oferecida aos convidados, em local diverso, muito bem ornamentado, de primeira linha, com orquestra e danças.

      A festa se prolongou até altas horas da madrugada e os noivos, felizes, desfrutaram das comemorações que a oportunidade se ofereceu.

      Foi o casal de mesa em mesa cumprimentar os convidados, e com fotos, fazer o registro de suas presenças, retirando-se em seguida, pois iria viajar.

      Iria desfrutar da lua de mel em uma ilha paradisíaca do exterior, assim conhecida por ser rica em belezas naturais e o local, um verdadeiro Paraíso.

      Ali os noivos gozariam das alegrias próprias, reservada aos nubentes, naqueles momentos iniciais de vida em família recém-construída.

      Retiraram-se os noivos, ao som de violinos que tocavam músicas de Niccolo Paganini, italiano, natural de Gênova, compositor, que no seu gênero de composição romântica, deixou lindas composições.

      Finalmente foi realizado um casamento em que os convidados não tiveram nada a reclamar dos noivos.

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