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Internacional SHARLENE SERRA

Lionel Messi. Quando o assunto trata de deficiências físicas, sensoriais e intelectuais. A luta pela Inclusão Social de Sharlene Serra

Messi foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger

19/04/2020 13h38 Atualizada há 2 meses
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Mhario Lincoln/DCM/Roberto amado
Foto divulgação
Foto divulgação

AUTISMO/SÍNDROME DE ASPERGER, FÁBRICA DE GÊNIOS?

 

(*) Mhario Lincoln

Há algum tempo, tenho acompanhado a luta incessante de Sharlene Serra, professora, escritora, poeta e uma pessoa muito especial. Tudo, em razão da meta que estabeleceu na vida: Inclusão Social.

Essa inclusão a fez escrever vários livros infantis (mas de alto cunho pedagógico/social, tornando-se livros também para adultos), que integram a COLEÇÃO INCLUIR. (Foto).

 

 

Neles, explicações fáceis de absorver quando se trata de deficiências físicas, sensoriais e intelectuais, espalhando, como um anjo, a ideia de somos diferentes, mas não somos desiguais. Ou seja, cada um tem seu jeito de ser, características individuais para aprender, porém todos têm o direito de usufruir da vida na sua plenitude. Esse belo ‘insigth’, através de seus livros, está sendo fortemente disseminado nas escolas  privadas, em vários estágios de aprendizagem, ratificando que pessoas com deficiências  podem ser heróis e praticarem atos de coragem, reconhecimento e de sucesso., espalhando, como um anjo, a ideia de que cada um tem um jeito diferente de ser, mas que todos têm um mesmo direito. Esse belo ‘insigth’, através de seus livros, está sendo fortemente disseminado nas escolas  privadas, em vários estágios de aprendizagem, ratificando que pessoas com deficiências  podem ser heróis e praticarem atos de coragem, reconhecimento e de sucesso.

Falo isso porque um dos maiores representantes dessa teoria de Sharlene Serra (S.Luís-MA/Academia Poética Brasileira) é o jogador, melhor do Mundo várias vezes: o argentino Lionel Messi.

Para ilustrar esse trabalho fenomenal de Sharlene, fui pesquisar ontem e encontrei esse artigo, abaixo, publicado em 26 de agosto de 2013, que fala exatamente da saga desse autista melhor do mundo.

Diz: "Messi é autista. Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger. Ainda que o diagnóstico do atleta tenha sido pouco divulgado e questionado, como uma maneira de protegê-lo, o fato é que seu comportamento dentro e fora de campo são reveladores...."

E como agem os que têm a Síndrome de Asperger?  São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios. É o caso de Messi.

E segue o artigo, republicado no DCM, por Roberto Amado:

É possível identificar, pela experiência, como o autismo revela-se no seu comportamento em campo — nas jogadas, nos dribles, na movimentação, no chute. “Autistas estão sempre procurando adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente”, diz Nilton Vitulli, pai de um portador da síndrome de Asperger e membro atuante da ONG Autismo e Realidade e da rede social Cidadão Saúde, que reúne pais e familiares de aspergianos.

“O Messi sempre faz os mesmos movimentos: quase sempre cai pela direita, dribla da mesma forma e frequentemente faz aquele gol de cavadinha, típico dele”, diz Vitulli, que jogou futebol e quase se profissionalizou. E explica que, graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar em gol. “É como se ele previsse os movimentos do goleiro. Ele apenas repete um padrão conhecido. Quando ele entra na área, já sabe que vai fazer o gol. E comemora, com aquele sorriso típico de autista, de quem cumpriu sua missão e está aliviado”.

Autistas podem ser capazes de feitos impressionantes — e o filme ‘Rain Man’, feito em 1988, ilustra isso. Hoje já se sabe, por exemplo, que os físicos Newton e Einstein tinham alguma forma de autismo, assim como Bill Gates.

Porém, no Messi é visível a síndrome, quando é obrigado a dar entrevistas: logo se nota, o quanto aquele ambiente o incomoda. Aquele ar “perdido”, louco pra fugir dali. A coçadinha na cabeça, as mãos, o olhar que nunca olha de fato. Um autista tem dificuldade em lidar com esse bombardeio de informações do mundo externo. (...)".

Por isso, antes que se ache estranho demais e se exerça a inevitável vontade (em muitos) de preparar um ‘bullying’, há inúmeras maneiras de se explicar o quão é importante inserir alguém autista (ou de outras deficiências, especialmente crianças, que é o caso dos livros de Sharlene Serra), na sociedade em que vivem, sem abusar de suas presenças.

Esse é o objetivo de Sharlene Serra ao escrever tantos livros apontando que as deficiências  não devem, "em hipótese alguma, ser mais evidenciadas  do que as habilidades e potencialidades existentes, por isso, a  necessidade de inclui-los à comunidade, para que possamos estimular o melhor de cada pessoa, seja ela, com ou sem deficiência, diz a pedagoga.

E a família de Messi sabe muito bem disso. E milhares de fãs, ao redor do Mundo, também, pois a ideia de uma das maiores celebridades do mundo ser um autista não surpreende, mas encanta. Messi nunca será uma celebridade convencional. Segundo a matéria que li, "Messi simplesmente será sempre um profissional que executa seu trabalho da melhor forma que consegue — mas é arredio às badalações, às entrevistas e aos eventos, pois ele precisa e quer que sua condição seja respeitada. Nunca vai se acostumar com o assédio. Sempre terá poucos amigos. E dificilmente saberá o que fazer diante de um batalhão de fotógrafos e fãs gritando ao seu redor. De qualquer modo, certamente a sua contribuição para o mundo será inesquecível.

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