Domingo, 07 de Junho de 2020
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Cidades ATRASO DE NOIVA

-MEUS AMADOS, EBENEZER, FINALMENTE A NOIVA CHEGOU!

Clique aqui e leia esta engraçada crônica de Edomir Oliveira (Parte 4).

15/04/2020 14h01
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira, do livro – "Finalmente A Noiva Chegou"
Edomir Martins de Oliveira, vice-presidente nacional da APB.
Edomir Martins de Oliveira, vice-presidente nacional da APB.

 

FINALMENTE A NOIVA CHEGOU, DIZ O PADRE

Capítulo 4

(Do meu livro – Finalmente A Noiva Chegou)

Edomir Martins de Oliveira-Vice-Presidente da Academia Poética Brasileira

 

          A despeito das dificuldades de mercado de trabalho a que estão sujeitos os partícipes da sociedade atual, o número de pessoas interessadas em constituir uma sociedade conjugal, está constantemente crescendo.

São pessoas conscientes de que Deus, atento ao fato de que o homem vivia sozinho, deixou claro nos textos sagrados: “não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Gênesis cap.2, v.18 – Bíblia Sagrada).

Ocorre-nos dois pensamentos sobre a criação da mulher, que se enquadram perfeitamente quando falamos de casamentos.

“A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés, para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim, do lado, para ser igual, debaixo do braço para ser protegida, e do lado do coração para ser amada” (Rabino Chelbo).

“Deus criou a mulher de uma costela, de um osso torto. Se procurares endireitá-la, quebrará. Tenham, pois, paciência com as mulheres”. (Maomé).

Daí porque, os homens inteligentes que desejam ser amados por suas esposas, são pacientes com as mulheres e principalmente os noivos, com o atraso das noivas, à cerimônia do casamento.                             

 Tenho participado de algumas cerimônias de casamento e, com raríssimas exceções, as noivas têm chegado no horário previsto para celebração do ato. Diz-se, aos quatro ventos, que o atraso se deve ao famoso charme exibido por elas, para criar expectativa ao noivo e aos convidados.

De certa feita, fui assistir à celebração de um casamento em Igreja, situada em bairro nobre da cidade. Casamento religioso com efeitos civis.

Igreja ricamente adornada! Sacerdote a postos, convidados à espera do início da cerimônia, mas a noiva não chegava.

Passavam-se preciosos minutos de retardamento para a chegada da noiva. Quinze minutos, trinta, sessenta, duas horas de atraso. Sacerdote caminhando de um lado para outro do altar.

           Convidados inquietos, a se movimentarem nas cadeiras, como se elas tivessem espinhos. O noivo preocupado, a todo momento passava no rosto um lenço para enxugar o suor.

Cânticos religiosos eram tocados. O cerimonial esforçava-se, para atender aos convidados, até mesmo os retardatários, que se atrasam de propósito, porque sabem que as noivas comumente atrasam, e indicava-lhes os poucos lugares ainda desocupados, para que sentassem.

A entrada da noiva na Igreja, ao som da marcha nupcial de Mandelssohn, finalmente, deu-se depois de duas horas e trinta minutos de atraso, entrando ela toda sorridente acompanhada do seu pai.

Ninguém sabia ao certo se sorria pelo nervosismo do atraso, ou, pela vergonha de ter feito convidados e sacerdote esperarem tanto tempo e, principalmente, o noivo com a sua futura sogra.

O sacerdote todo eufórico parou em frente ao altar e disse com alegria, em viva voz:

-MEUS AMADOS, EBENEZER, FINALMENTE A NOIVA CHEGOU!

E iniciou a cerimônia que só terminou quando os noivos disseram o célebre SIM.

O atraso da noiva foi justificado após a cerimônia, quando foi explicado aos convidados, que a caminho da Igreja tinha havido um acidente de veículos, impedindo o carro da noiva, embora não envolvido no acidente, de prosseguir em sua caminhada até a Igreja.

Só após a chegada da Perícia de Trânsito, que geralmente é muito demorada como sabemos, foram liberados os veículos. E o veículo da noiva chegou.          

Tivesse o pai da noiva se lembrado, e não sabemos o porquê do esquecimento, teria telefonado do seu celular para o próprio noivo, ou, alguém da família, que estivesse no aguardo da cerimônia, e o mal-estar pelo atraso teria sido explicado de logo.

                    Depois desses informações, os convidados entenderam o motivo da demora e agradeceram a Deus por não ter a noiva e seu pai, sofrido qualquer dano físico, como outros que foram envolvidos no acidente.                     

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