Quinta, 04 de Junho de 2020
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Especiais SOLANGE LEMINSKI

As obras de arte de Solange Leminski e a poética de Lúcio Elbl. Uma união perfeita de beleza, harmonia e cores

FENIX E ABSINTO/ Lúcio Elbl 30/03/2020

07/04/2020 19h35 Atualizada há 2 meses
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Solange Leminski
Solange Leminski
Solange Leminski

 

 

 

 

Clique na foto acima e assista ao vídeo. Ou no link a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=tHVnkeFYelo&feature=youtu.be

 

 

FENIX E ABSINTO

Lúcio Elbl 30/03/2020

 

  

Absinto Mar,

Profundo Mar!

Há quem diga,

Caiu de encantos,

Pela moça da Ilha,

Menina do

Mar!

 

Estavam enamorados, pois,

Absinto e Fênix!,

Ele, filho do Mar,

Ela, filha da Ilha!

Absinto a tudo

Lembrava Fênix

Na Alva, Estrela; na noite, Lua!

Ele, majestoso Mar,

Ela, formosa Ilha!

Amor sem Fim!

 

Mas um dia, o Mar … ela não viu!

Não viu o Sol e nem a Lua …

Só Cinzas, ela viu,

Névoa e cinzas

Quentes!

 

A ilha, então,

Quedou silente!

 Preocupada … pensativa…

Cadê as flores?

E as Árvores? E os Pássaros?

Mas nada viu… senão cinzas!

Névoa e cinzas,

Densa Névoa!

Seria o Fim?

 

 Os pássaros fugiram todos, atônitos, feridos, perdidos…

Envoltos nos ventos quentes dessa névoa

Que subia das Chamas Ardentes …

Só dor, lamento e dor!

Seria o Fim?

 

 

 A moça que olhava o mar a espera do seu amor,

Já não mais acena o lenço,

Pois lenço, não há mais …

Só Tristeza …

E cinzas!

Seria o Fim?

 

 Tudo acabado, vida esvaída, sem Mar, sem Ilha,

Vidas pequenas, pequenas vidas, vidas perdidas,

Flores vibrantes? Abelhas?

Colibris? Nada! Somente dor!

Seria o Fim?

 

Jazem exaustos, vencidos os troncos feridos …

Lamenta a Terra, pranteiam seus ventos

Ardem árvores e

Choram flores,

Soluços de dor! Vida? Não mais!

Cinzas!

Seria o Fim?

 

 

 

 Ruge choroso o mar, bramam aflitas as ondas revoltas,

Buscam a amiga, a Menina querida,

Moça da Praia, Amor desse Mar.

Lamento! Chora

O Mar!

Seria o Fim?

 

 Mas… Há quem implore, não pare, Resista!

Ó Moça da ilha, Ó Amor desse Mar!

São os Céus de Absinto

Que te abraçam, ó ilha

Ó Moça Morena,

Menina Ilha!

 

 Os Céus desta ilha são céus desta moça,

Menina bonita que dia após dia

Acena seu lenço

A espera do Mar!

Não pare,

Resista!

 

 

 

Clamam-lhe os céus,

Sopram-lhe os ventos!

Escuta, menina, o clamor desse Mar,

A voz de Absinto gritando:

Amor…  Não desista!

 

Ó Amada, Resista!

 

A FÊNIX SEMPRE RESSURGE DAS CINZAS!

 

 

 

 

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