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Cidades O humor de Edomir

Será mesmo que a mãe do noivo queria que ele casasse?

Quer saber da verdade? Leia mais esta glamourosa crônica de Edomir Martins de Oliveira.

01/04/2020 13h17 Atualizada há 2 meses
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
E a mãe do noivo não chegou....
E a mãe do noivo não chegou....

- ATRASO DA MÃE DO NOIVO – capítulo 2

(Do meu livro – Finalmente A Noiva Chegou)

 (*) EDOMIR MARTINS DE OLIVEIRA, vice-presidente Nacional da Academia Poética Brasileira.

 

Em casamento temos nos deparado com situações até mesmo esdrúxulas. A mais comum é o atraso da noiva à cerimônia do seu casamento. Atrasos de 15 minutos são raríssimos. Atraso de meia hora é um atraso inquietante para os convidados. Atrasos de uma hora em diante chegam a provocar comentários desairosos contra a noiva, entendendo os convidados que é uma falta de respeito para com eles.

 Atrasos de mãe de noiva é mais raro, mas acontece deixando os convidados alarmados e até em vias de se retirar. Pior ainda é quando o atraso é da mãe do noivo, que sempre espera que o filho seja muito feliz com a noiva que escolheu. Há quem chegue a pensar, neste caso, que a mãe do noivo, quando atrasa, não queria que ele casasse.  

Há, portanto muitas formas de atraso em cerimônias de casamento. A maior parte por culpa exclusiva da noiva. Não é menos verdade que outros independem de sua vontade.

O caso da noiva que viveu momentos dramáticos porque a futura sogra não chegava e a hora se esvaía, bem a propósito aqui se encaixa.

É, preocupante para os noivos aguardarem a condução do noivo ao altar por parte de sua genitora, que deveria conduzi-lo e ela não chegar.

 Tinha o noivo em seu desfavor uma coisa que o deixava por vezes muito preocupado. Sua família não era muito bem ajustada e em que pese desfrutar de boa posição social, caracterizava-se por nunca chegar no horário aos compromissos assumidos. Bons negócios foram perdidos porque a impontualidade de familiares para realização de compromissos, desestimulava quem estava à espera.

O noivo moldou-se ao cumprimento de horários, pois sendo bancário, habituou-se a cumprir rigorosamente os horários estabelecidos pelas exigências do Banco, seu empregador. Hora de entrada rigorosamente as 7:00 horas e quando em prorrogação de expediente remunerada das 15:00 as 17horas tudo em clima de rigoroso cumprimento de hora.

Assim, o noivo quando viu o atraso da sua genitora que deveria conduzi-lo ao altar para entrega-lo à noiva, ficou a cada momento deveras, mais preocupado. Foi aí que veio a inspiração de outro parente, considerando que 2:00 horas já se passavam o que era um atraso bem acentuado. O noivo deveria ser conduzido por uma tia que se encontrava presente. E assim foi feito.

O sacerdote feliz com a solução pediu que os noivos se ajoelhassem e começou a celebrar a cerimônia.

O rapaz ficou exultante, pois, enfim, estava resolvido o problema, principalmente com a anuência do padre, que aliás não poderia mesmo se opor devendo apenas cumprir seu dever religioso, não importando quem conduziria o noivo.

Assim o cerimonial fez os convidados tomarem conhecimento de que a cerimônia iria começar o que foi alivio para todos os convidados e que todos se concentrassem no ritual religioso, esquecendo de atender celular, o qual deveria, quando muito ser colocado no modo silencioso.

O noivo trajando paletó e gravata, brancos, igualou-se a noiva que com seu vestido branco de noiva, estava bela e perfumada como as flores, assemelhando-se em tudo aos lírios do campo contidos no Sermão da Montanha, narrado pela Bíblia Sagrada, que nos ensina que nem Salomão em toda sua glória se vestiu como qualquer deles.

Quando a noiva chegou, felizmente e para alivio seu, encontrou o noivo que acompanhado da tia salvadora a recebeu com o sorriso próprio do homem feliz. O Sacerdote fazendo o papel de Padre e Juiz os casou, observado o famoso SIM, com bênçãos da Igreja, e como representante do Estado, vez que o casamento era religioso com efeitos civis.

Após o ato celebrado, vieram as costumeiras expansões de alegria, assinaturas a serem apostas em livro próprio, cumprimentos iniciais e todos foram então, se dirigindo ao local onde seriam servidos doces e frios e o célebre jantar, oferecido pela noiva.  

Nessa ocasião diz uma célebre lenda sobre Santo Antônio, o Santo Casamenteiro, que a noiva deve jogar o buquê de flores que conduziu até o altar, de costa para as moças casamenteiras e quem o apanhar, esta será a próxima a ser conduzida ao altar.

As moças ansiosas pelo casamento e as que se consideram “encalhadas”, eufóricas ficam esperando o buquê, e com todo ardor, armam seus pulos para apanhar o célebre buquê no ar, quando é jogado. Os noivos, após esses prolegômenos, como de praxe, vão as mesas cumprimentar os convidados daí em diante, e bater fotos que servem de recordação daquele célebre momento.

Após esses cumprimentos os noivos fugiram para ir em busca da lua de mel tão desejada, período de celebração privada que vem após o casamento de um casal. Aqui, abre-se um parêntesis para esclarecer que a origem da lua de mel surgiu no momento em que se justificou que a lua representa o órgão reprodutor feminino e o mel representa o sêmen do homem que advém após a relação sexual.

A sogra não apareceu, nem mesmo deu qualquer notícia, o que levantou na noiva a secreta dúvida sobre se ela queria ou não que o filho se casasse, isto porque sabia em sã consciência, que ele era arrimo de família tendo então sobre os seus ombros, o sustento e manutenção da casa.

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