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Convidado EspeciaL Edomir Martins de Oliveira e "QUANDO O PERDÃO A TUDO SUPERA"

21/07/2020 11h10
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Por: Mhario Lincoln

Capítulo 18

Do Livro: "Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira

Vice-Presidente Nacional da APB

 QUANDO O PERDÃO A TUDO SUPERA

 

Ilustração ML

Pais divorciados geram mesmo situações muito esdrúxulas quando não se entendem, situações essas que se projetam, lamentavelmente, nos filhos, muitas vezes com consequências desastrosas na sua formação.

 

A noiva era filha de pais divorciados. O pai, que se afastara do lar conjugal porque se encantara por outra mulher, divorciou-se,  para casar-se em segundas núpcias, e resolveu esquecer da filha única que o casal tivera.

 

Esta, muito apegada ao pai, sofreu com o distanciamento, isso agravando-se mais a situação quando ele não respondia as mensagens de aniversário e de Natal que lhe enviava. Quando ela telefonou, de certa feita, pedindo-lhe ajuda para pagar um curso de informática, ele ficou aborrecido e ignorou o pedido. Ela então resolveu não mais recorrer ao pai.

 

 A sua criação e educação, foi feita só pela mãe, professora de escola pública, que com muita fibra se dedicou ao máximo para preencher a lacuna paterna, ante as marcas profundas no emocional que a filha sofrera. A sua instrução foi em escolas públicas e curso superior em universidade federal. Em seguida foi aprovada em concurso público.

 

Pior ainda é que o pai nunca pagara qualquer pensão alimentícia à filha, o que aumentou as dificuldades da mãe, que teve tudo de fazer sozinha.

 

Essa família abandonada encontrou refúgio na religião. A filha, jovem que crescera fisicamente bonita e estudiosa, enamorou-se de um rapaz evangélico.Viu na Igreja o conforto espiritual que precisava. Namoraram, noivaram e habilitaram-se para o casamento.

 

Chegou o dia do casamento! A noiva atrasou 30 minutos apenas, e quando adentrou na Igreja, levada por um tio. O entrar na Igreja, ouviu uma voz que ela reconheceu do pai, gritando de viva voz: “Este casamento não pode ser realizado, pois não dei o meu consentimento”.

 

“Não darei meu consentimento para casar, pois não fui consultado previamente. Não existe ex-pai, e sim, ex-marido”. Foi quando a mãe interveio acrescentando que a falta de contato, foi porque ele não o desejava, pois tinha se divorciado dela e se esquecido da filha. Inclusive sendo de maioridade não precisava de sua autorização.

 

A filha entre atônita e perplexa disse de viva voz: “pai você mesmo foi quem não quis mais saber notícias nossas”. O pai constrangido disse apenas que ela casaria sem sua bênção. Ao que a mãe lhe lembrou que essa benção ele não mais dera, desde o dia em que abandonara o lar conjugal.

 

O Sacerdote, homem de Deus, experiente, esclareceu-lhe que ele estava casando uma jovem de maioridade, e que os proclamas do casamento haviam sido seguidos ao rigor da lei, e que por isso a sua autorização não foi pedida.

 

                  O pai da noiva esclareceu-lhe que foi furtado do desejo de acompanhar a filha até ao altar, o que para ele era um absurdo ter sido acompanhada por um tio.

 

                  O Sacerdote pediu-lhe que ficasse para acompanhar o casamento, e ele chorando concordou, ficando até o fim da cerimônia. O sacerdote fez então uma belíssima homilia, baseado em texto bíblicos, quando advertiu aos nubentes dos compromissos assumidos perante Deus e as Leis do País, lembrando aos pais quão importante é o zelo pela família, o que comoveu profundamente o pai da noiva.

 

 Foram oportunas as palavras do Sacerdote ao pai, conforme recomenda Provérbios 15:1, “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”, que o fizeram refletir e chorar, e então pediu perdão à filha, que o perdoou, quando se lembrou, que aprendera na Bíblia que se deve perdoar setenta vezes sete (Evangelho de Mateus 18:21-22).

 

 Os noivos ao serem indagados pelo Reverendo se estavam ali casando   de sua livre e espontânea vontade, recebeu deles o sonhado SIM, tendo então sido declarados casados perante as leis de Deus a e a lei do País.

 

Finda a cerimônia, o casal e os convidados, retiraram-se para o local onde o cerimonial os aguardava, para obsequiar a todos, em local próprio para recepção como de praxe, são feitos nos casamentos.

Surpresa maior estava reservada! Foi quando o pai, dirigindo-se à filha e ao genro perguntou-lhes se poderia ir à recepção. E ela lhe dando um beijo na testa concordou. Estavam feitas as pazes.

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OBS do Editor: A foto da parede, do Prof. Edomir Martins de Oliveira que ilustra este espaço é feita de centenas de outras fotos pequenas, num trabalho de arte imensamente lindo. Na foto, em frente ao quadro, ele está com o Diploma de Membro-Fundador da Academia Poética Brasileira.

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