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Colunistas: Edomir Martins de Oliveira,

30/06/2020 16h20
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Por: Mhario Lincoln

Capítulo 15

Do Livro: "Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira

Vice-Presidente Nacional da APB 

 

 

ilustração: ml

CÂNTICO PARA A NOIVA

 

Jovem casal, tendo acertado a data e hora para celebração do seu casamento, foi combinar com o Pastor da Igreja que frequentavam, que desejavam que ele fosse o celebrante. 

Fato inusitado ocorreu dois dias antes da celebração, quando os noivos lhe informaram que o Espírito Santo houvera se manifestado à noiva, dizendo que o casal, no decorrer da cerimônia, deveria ouvir pelo menos dois cânticos, na voz de duas testemunhas, que serviria de estímulo para um casamento feliz. 

 Ouvidas as testemunhas, estas confessaram ainda ao Pastor serem portadoras de um recado aos noivos através de Cânticos, os quais houveram sido inspirados pelo Espírito Santo, para ajuda-los a serem felizes. 

    O Sacerdote, homem experiente e temente a Deus, fiel servo do Pai Celestial, disse aos noivos e às testemunhas que gostaria de escutar, por antecipação, as músicas que seriam cantadas. Foi a salvação dos noivos e dos convidados. 

    Uma música intitulava-se: “O Diabo te leve” e a seguinte seria: “A barca naufragando”.   Cânticos nada adequados para uma cerimônia de casamento. 

Pelo título das músicas, o Reverendo logo as censurou. E analisou com os cantores, esclarecendo-lhes que essas músicas, com esses títulos e letras, já causavam a ele profundas preocupações. 

    O Diabo deveria levar a quem? Aos noivos, aos convidados? As autoridades celebrantes do ato?  Por outro lado, “A barca naufragando” seria o prenúncio de que o casamento iria também naufragar? 

    O Reverendo, então, fez conhecer aos cantores, que foram acompanhados dos noivos nessa reunião, que músicas para casamento deveriam ser estimulantes, falando de louvores e exaltação a Deus, com palavras de esperanças e bênçãos, de amor aos noivos, pois essas músicas deveriam ser lembradas até mesmo pelos convidados quando lembrassem do casamento. 

Pensando consigo mesmo, o Pastor passou a ponderar que essas músicas nunca foram inspiradas pelos Espírito Santo. Acrescentou aos cantores/ testemunhas e aos noivos: “o entendimento que fica, é de que a barca afundará, e que eles haverão de naufragar com ela. Seria porque a noiva tinha em mente, fazendo um certo charme, como de hábito as noivas fazem, chegar muita atrasada Tpara a cerimônia?   

    -Estes cânticos não são apropriados para a cerimônia de casamento. Onde já se viu o diabo levar alguém, barca naufragar em celebração de casamento? ”             

    As testemunhas, altamente contrariadas, então confessaram ao Pastor que se não servissem para cantar, não serviriam também para serem testemunhas, e que não compareceriam ao casamento. Logo eles que entendiam ter belas vozes e queriam ser conhecidos e reconhecidos na Igreja, e por isso desejavam se apresentar como cantores em casamento. Estavam decididos, se não cantassem, não iriam à cerimônia. 

                                           A noiva aflita, não querendo perder estas testemunhas amigas, perguntou-lhes qual seria a terceira música que eles tinham ensaiado, ao que eles responderam: “Chuvas de Bênçãos”, hino muito conhecido por toda a Igreja.         

Foi então que o Pastor fez-lhes voltar à realidade, pois, dizendo que essa terceira música era muita apropriada para o casamento. Os cantores se alegraram e noiva, também.                                     

 As duas músicas primeiras foram censuradas pelo Pastor, porém a terceira, “Chuvas de Bênçãos”, seria cantada em dueto, que eles apresentariam no momento certo e esta sim alcançaria os noivos, fazendo-lhes muito bem. Com esse cântico, noivos e convidados haveriam de se sentir felizes. 

Um cantor mais ousado, agora mais calmo, confessou que a barca referida em sua música, fora para lembrar um passeio que fizera ao exterior e vira uma barca afundar.

O outro cantor esclareceu que, viajando pela baixada maranhense, a lancha que o conduzia esteve a ponto de afundar, pois o motor parara e ela estava a deriva. Ele imediatamente acrescentou, em sua religiosidade: que “o diabo levasse as preocupações para longe dele e o motor voltasse a funcionar”, o que aconteceu graças a Deus, e a perícia de um imediato, membro da tripulação.

Assim, no dia e hora determinados, lembrando das palavras do Pastor, a noiva foi pontual, e o casamento foi celebrado, acompanhado de lindas músicas clássicas, cantadas pelo grupo Coral da Igreja, e no momento determinado, ouviu-se a apresentação dos cantores/ testemunhas que em dueto cantaram o hino sacro.

Durante a recepção aos convidados o grupo coral ainda cantou a linda música de Vinicius de Morais “Eu sei que vou te amar” o que levou a noiva às lágrimas.

Os noivos foram, então, ao Pastor cumprimentá-lo e agradecer a bela mensagem que emocionou a todos os presentes; e a noiva lhe disse: “Pastor, o verdadeiro inspirado pelo Espírito Santo foi o Senhor”. Obrigada. 

E para surpresa do Pastor, os cantores/testemunhas, confessaram-lhe que ficaram muito tocados pela mensagem e que doravante, em casamento só cantariam música de exaltação a Deus e de amor próprias para casamento.

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