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Colunistas: Edomir Martins de Oliveira,

23/06/2020 12h28
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Por: Mhario Lincoln

Capítulo 14

         Do Livro: "Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveir, Vice-Presidente Nacional da APB

  

E A NOIVA SURTOU...

 

Meu Deus, quem será essa tal de Litânia???

 

Os noivos foram visitar o Pastor da Igreja, onde se congregavam, e comunicaram-lhe que iriam se casar e queriam convidá-lo para conduzir a cerimônia.  Nessa Igreja, a noiva emprestava os seus serviços para ajudar nas obras sociais.

 

Ela  lembrou ao Pastor que gostava muito de uma das palavras difíceis que escutara em um casamento, não se lembrando bem se litania ou litânia, e que ela guardara na mente, querendo saber se não poderia constar o nome do boletim.

 

       O Pastor levou-a a entender que aquilo que se fazia todos os domingos e era distribuído aos fiéis, chamava-se liturgia, e era a ordem dos trabalhos a serem seguidos não podendo ser chamado de outra palavra, senão desta.

      

Explicou-lhe, então, o significado de litania e liturgia e que no caso dos casamentos, aplicava-se a litania. Depois das explicações, recomendou-lhes que lessem o Salmo 136, na Bíblia Sagrada, para que entendessem bem o que era uma litania.

 

       A noiva deu-se por satisfeita com as explicações, mas que desejaria mesmo era que ele a casasse.

 

       O Pastor da Igreja, feliz e honrado por ser convidado para as funções próprias do seu ofício como Pastor Celebrante, aceitou prazerosamente o convite. Pediu-lhe, contudo, que chegasse no horário combinado porque ele se sentia muito mal com atraso de noiva ao casamento.

 

       Nesse aspecto, concordou a noiva que dizia que o seu noivo também não aceitava atraso, já que como funcionário de banco primava pela pontualidade.

 

       Explicou-lhe o Pastor que iria elaborar a litania e entregava-lhes a minuta, para que mandassem imprimir, o que foi feito com prazer pelo noivo, e no dia do casamento, seria distribuído na porta da Igreja aos convidados.

 

A noiva, humildemente, pediu ao Sacerdote que lhe explicasse novamente o nome “daquele papel”, ao que o Pastor lhe explicou que era um papel muito importante, pois indicaria a ordem da cerimônia, e frisou bem:

 

- Você não deve entrar na Igreja sem mandar distribuir aos convidados. E por favor não vá confundir o nome de litania com litânia.

- Não esqueça, a litania é muito importante!

 

       No dia do casamento, veio-lhe à memória, “ é muito importante. ” E aí estabeleceu-se a confusão. Se o Pastor falou que era muito importante, deveria estar se referindo a uma pessoa.

 

E assim, fixou em sua memória, erroneamente, a   

palavra Litânia que ela houvera assimilado. Oh, dúvida cruel!

 

Com esta confusão mental terminou assimilando que era mesmo nome de uma pessoa importante, que

viria para o casamento, convidada pelo Pastor e que deveria se chamar Irmã Litânia.

 

Verdade é que, quando se estabelece uma fixação mental de algo errado, é difícil corrigir. Enfim, chegou o tão esperado dia. E neste momento, na ansiedade da celebração do ato, não lhe saia da cabeça que o nome correto era litânia e que era de pessoa importante.  

 

       Pastor presente, o noivo e os convidados, na hora combinada, a noiva não dava sinais de sua chegada. Depois de uma hora de atraso, alguém lhe informou que ela de há muito houvera chegado, acompanhada do pai e estava trancada no carro.

 

 O Pastor então resolveu ir ao encontro da noiva e lhe disse que se ela não tivesse em cinco minutos no altar ele não mais celebraria o ato. Ela então, com  medo de que o Pastor não mais realizasse seu casamento, tomou um susto, e voltou à normalidade.

 

Ela, então, lhe explicou que ainda não entrara porque estava no aguardo da pessoa muito importante que o senhor Pastor falara, a sra. Litânia, ao que o Pastor, deu um sorriso como se não acreditasse no que estava ouvindo.

 

Desfeito o equívoco, a noiva desculpou-se, respirou aliviada e imediatamente foi para a celebração do ato, onde o noivo a aguardava com certa impaciência.

 

Foi a cerimônia celebrada sem mais delongas, e depois, como de praxe nos casamentos, foram recepcionados os convidados em salão contíguo ao da Igreja, que foi decorado pela noiva, graças as suas habilidades.

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