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Colunistas: Edomir Martins de Oliveira, "A Superação pelo Amor"

16/06/2020 12h12
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Por: Mhario Lincoln

Capítulo 13

Do Livro: "Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira

 Vice-Presidente Nacional

A SUPERAÇÃO PELO AMOR

 

Ilustração: Mhario Lincoln

Quem conhecia a noiva, sabia da sua conduta impecável e irrepreensível na sociedade acadêmica e profissional.

       Aluna aplicada do Curso de Direito da Universidade Federal, sempre se destacou como estudante, conquistando, por merecimento, o título de primeira aluna da classe, e muito participativa.

       Não se registrava em sua vida estudantil nenhum atraso aos horários, o que se refletia na sua vida profissional. Assim, venceu ano após ano, mais um período escolar, até que chegou a data da colação de grau, tendo obtido o título de fiel seguidora da deusa Themis, com distinção.

       Em seguida, prestou o exame de Ordem, qualificando-se para poder usar o título de advogada, cargo que exerce com dignidade, e graças a este seu desempenho profissional, chegou a fazer parte do quadro do TED – Tribunal de Ética e Disciplina da OAB.

       Agora com vida profissional definida, resolveu aceitar o pedido de casamento do seu namorado, colega de profissão e por ele foi conduzida ao altar para contrair matrimônio. Cupido os acertou, em cheio, com a sua prodigiosa flecha do amor.

       A Casa de Eventos escolhida para celebração do matrimônio, apesar de muito solicitada, ficava em local afastado dos bairros residenciais. Na véspera do casamento, à noite, a noiva foi ao local levar alguns objetos que ela desejava que fizesse parte da decoração, para ornamentar o referido espaço. 

Como não desejava compromissos nenhum no dia do casamento, a não ser os pertinentes ao embelezamento de uma noiva, apressou-me em retornar para casa. Voltava exultante pelo desejo de vencer mais esta etapa, e dirigindo seu carro, feliz, para retornar a sua casa, aconteceu um terrível acidente que por pouco não terminou em uma tragédia. 

Felizmente não culminou com sua morte, quando um irresponsável motorista, que vinha na mesma estrada, na contramão, bêbado, abalroou-lhe o veículo, jogando-o contra um poste, fugindo sem prestar-lhe socorro.

O impacto do acidente com o poste da companhia energética foi tão grande, que este caiu em cima do motor do carro, resultando daí, que, com o impacto, veio a noiva a desmaiar, escapando milagrosamente de morrer, porém, sofrendo contusões generalizadas.

       Outras pessoas acudiram-na, levando-a ao Hospital mais próximo, para atendimento imediato. Ela gemendo, e inconsciente, despertou em seguida graças a assistência médica recebida, encontrando ao seu lado seu noivo e familiares. Ficou hospitalizada, segundo parecer médico, para observação.

       Embalde, sua insistência em querer logo sair do hospital, mesmo afirmando estar sentindo apenas dores na caixa torácica, em razão da pressão pelo impacto sofrido com o acidente. Teve que obedecer a recomendação médica de permanecer em observação. 

      A jovem insistia em dizer que iria casar-se às 17h00 do dia seguinte. De nada adiantaram seus reclamos para receber alta imediata. Teve mesmo que esperar até o dia seguinte para ser liberada pelo médico que a assistiu. O noivo sofria muito com as dores de sua amada e o estado em que ela se encontrava. Orando muito, demonstrava sua preocupação.

        Ao receber alta e a medicação prescrita, foi levada pelos pais, que deveriam cumprir a determinação médica, de que ela tomaria os medicamentos indicados, a fim de que tivesse condições físicas e emocionais para o casamento.      

No dia seguinte, à hora do evento, os convidados, foram chegando, contemplando do terraço do cerimonial, o belo mar que se agigantava com suas ondas, e o sol declinando no horizonte, mais parecendo um disco de ouro. Invejável ocaso da nossa Ilha, que é um dos mais belos que conheço! 

O tempo ia passando e a noiva não chegava. Às 19 horas, o bufê foi servindo aos convidados canapés, bebidas variadas, águas, sucos, refrigerantes e salgadinhos. 

A essas horas o sacerdote e os convidados, inquietos pela demora da noiva, foram informados do acidente ocorrido com ela, mas que tivessem um pouco de paciência que o casamento iria acontecer.   

Os convidados cientes do ocorrido pediam a Deus que a noiva chegasse em paz, e tivesse condições de realizar seu sonho de casamento. Estavam todos entretidos, ouvindo uma soprano de voz muito bonita, acompanhada de um violonista que tocava o seu instrumento musical com prazer e dedicação. 

Eis que, depois do justificado atraso de 4 horas, a noiva chegou e o casamento foi realizado. Mesmo tomando medicamentos para minimizar as dores sofridas em razão do acidente, superou a todas, graças a força do amor para com o noivo. 

O sacerdote depois da cerimônia religiosa com efeitos civis, dirigiu aos nubentes uma palavra sacerdotal desejando-lhes muitas felicidades na família agora constituída, ressaltando que guardassem o exemplo do bom samaritano bíblico que levou um enfermo à hospedaria, e recomendou ao hospedeiro, deixando com ele algum valor, que na volta, se houvesse necessidade de pagar mais alguma coisa, ele o faria. (Bíblia Sagrada: Evangelho de Lucas, 10:30-37). 

Isso veio a propósito, pois ela fora atendida nos primeiros socorros, por bons samaritanos, estranhos, que lhe prestaram assistência preliminar, levando-a ao hospital, para receber os cuidados médicos necessários.

Encerrada a cerimônia, os convidados foram recepcionados por um jantar, que foi servido a todos, e após, os docinhos um bolo muito gostoso. 

A alegria de jogar o buquê de flores às jovens solteiras, não foi omitido. A noiva fez questão de proceder este ato que sempre é esperado por todas as candidatas ao matrimônio, que acreditam que aquela que pegar o buquê será a próxima a ser contemplada por Santo Antônio.

Esse ato, e mais irem os noivos às mesas, para a sessão de fotos com convidados, também foi realizado pois os noivos precisavam guardar recordações para a posteridade.

 

Ela, muito gentil, expressava sempre sorrisos de alegria, mesmo ainda com muitas dores, o que era mais visível, ainda, pela marca do cinto de segurança no pescoço, que a maquiagem não conseguiu encobrir.    

O casal merecia mesmo aplausos, por ter conseguido recepcionar seus convidados, superando as dificuldades adversas

A viagem da lua de mel foi atrasada em uma semana, em consequência dos traumas físicos sofridos pela noiva. 

Após o retorno do casal, eis uma surpresa para eles: a companhia energética, mandou a conta pelo poste danificado, sem dó nem piedade.

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