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Imortal da APB, Selma Maia é destaque em exposições de Fotografia

18/03/2020 12h51
Por: Mhario Lincoln
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Ainda repercute a Amostra de Fotografias, em Manaus (AM), com 35 artistas, dentre essas, a acadêmica APB, Selma Maia (Selma iniciou a carreira fotografando temas ligados à arquitetura e em preto e branco. Hoje ela diz que faz “um pouquinho de cada da fotografia”, uma vez que tem aumentado sua participação em concursos e exposições com temas específicos.).

Hoje, o Portal MLB reproduz matéria que saiu do portal AMAZONIA REAL. Nessa exposição, um alerta: Ainda não é possível " viver da fotografia e da produção cultural em Manaus", disse Adriana de Lima, uma das expositoras.

(Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real)

 

Manaus (AM) – “Eu sou daquelas que saem por aí com a mochila e uma câmera”, assim se apresenta Adriana de Lima, uma das 35 artistas cujas obras compõem a mostra coletiva de arte contemporânea feminina ATOIMAGEM Revelações, levado a e3feito, ano passado, na Galeria de Artes do Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (ICBEU), em Manaus.

Como parte da programação do evento, as fotógrafas Adriana de Lima, Gisele Gomes e Selma Maia expuseram e discutiram parte de suas obras em uma roda de conversa. Antes, de iniciarem a conversa com o público presente.

A obra de Adriana de Lima passou por diversas fases e, atualmente, está focada na depressão, doença que a artista enfrentou recentemente. Para ela, o mercado da fotografia de Manaus ainda se fecha em relação às mulheres e homens por trás das câmeras.

“Quando veem que você é a fotógrafa, eles têm um pouco de receio. Eu não sei se eles acham que a gente não tem capacidade ou se tem risco, porque, querendo ou não, você passa horas na noite corre riscos. Não sei se é esse o contexto”, diz ela.

Fotógrafa desde os 12 anos, Adriana também é engenheira elétrica e professora do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). Segundo ela, não é possível viver da fotografia e da produção cultural em Manaus. “Todos os artistas que estão aqui [na exposição] têm uma função paralela. A minha função é “de homem; eu procuro esse desafio”.

Gisele Gomes é outra fotógrafa que expõe suas imagens na exposição ATOIMAGEM Revelações. Ela diz que sempre usou acessórios com elementos indígenas em suas fotos, mas só recentemente conheceu a família do avô paterno, da etnia Mura. Ele mora na comunidade Miguel, no município amazonense de Autazes, a 112 quilômetros de Manaus. Esse conhecimento a fez se identificar mais com os Mura. “Eu estou me fundindo a eles, me identificando”.

Para ela, a fotografia tem ajudado a ganhar a confiança da comunidade indígena, que a olhava com desconfiança nos primeiros contatos. Hoje, Gisele diz ter conhecido ainda “um quinto da família”, mas (que) os líderes da comunidade já fazem contato direto com ela, quando precisam divulgar algum acontecimento ou quando vão tomar uma decisão. “Eu posso ajudar meu povo divulgando, registrando”, diz.

Durante a roda de conversa no Icbeu, Gisele mostrou ainda fotos do leito da maternidade, no qual deu à luz ao seu primogênito, após um parto de risco, na Santa Casa de Misericórdia, em Manaus.

Outra fotógrafa que falou na roda e participa da exposição foi Selma Maia. Ela disse que um conhecido comprou uma câmera que tinha um brinde de promoção: era uma inscrição para um curso de fotografia. Ele não pode comparecer e Selma acabou assumindo seu lugar nas aulas e nunca mais deixou de fotografar.

Selma iniciou a carreira fotografando temas ligados à arquitetura e em preto e branco. Hoje ela diz que faz “um pouquinho de cada da fotografia”, uma vez que tem aumentado sua participação em concursos e exposições com temas específicos.

Sobre o impacto de exposições, compostas unicamente por obras feitas por mulheres, ela afirma: “Eu tenho visto que tem crescido o mercado, e a gente tem aproveitado essa oportunidade”.

Para o diretor da Galeria do Icbeu Manaus, o artista plástico Sérgio Cardoso, a exposição foi organizada em um trabalho compartilhado entre as artistas. Ele diz que “as poéticas da criação são de pura autoralidade das artistas. Ninguém consegue realizar uma exposição desse porte, nem nenhuma outra, sem fazer isso em uma comunhão de esforços espirituais”. 

Além dos trabalhos de Adriana, Gisele e Selma, a exposição conta, ainda, com obras das artistas Adriany Pimenta, Amanda Santos, Ana Cláudia Jatahy, Carina Navegante, Caroene Neves, Cinthia Louzada, Dani Cruz, Danielle Nazareno, Eliane Mezari, Eliúde Santana, Gisele Riker, Helen Rossy Iva Tay, Karen Cordeiro Khetllen Costa, Luciana Nobre, Manuella Cavalcante, Marian Barros Michele Andrews, Monik Ventilari, Núbia Lima, Olvídia Dias, Polly D’Ávila, Priscila Pinto, Raquel Matos, Rejane Melo, Rosa dos Najos, Ruth Jucá, Samantha Karlia, Sara Rangel, Stephanie Belém e Suzana Pires.

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